A compra de serviços de Compliance – a qual custo? Veja dicas práticas


Os enormes riscos advindos das recentes leis, o cenário atual brasileiro e o despertar para o combate à corrupção, dentre outras constatações, têm movimentado o mercado corporativo, em busca de soluções para suprir suas necessidades, principalmente, visando proteger as empresas e seus funcionários. Somente esse objetivo significa pouco para o nosso país, pois, o ideal seria almejar a ética e a integridade empresarial. Mas, vamos deixar essa questão para o próximo artigo.

Agora, o foco é refletir sobre a realidade das empresas, quando se deparam com a premência de auxílio externo, a fim de implementarem ou aprimorarem seus Mecanismos de Integridade e/ou Sistemas de Compliance.

Essa realidade torna-se cada vez mais presente, por conta de o objeto em discussão ser ainda muito novo e, portanto, demandar conhecimento, experiência e especialistas, a fim de se obterem resultados satisfatórios.

Entretanto, regularmente, encontramos uma assintonia entre o indispensável na prática e  o orçamento destinado. Seja por desconhecimento ou qualquer outra razão, a apreciação da solução, única e exclusivamente pelo seu preço, expõe a organização a riscos, que deveriam ser evitados implacavelmente, pois, no assunto em apreço, eles podem afetar até a sobrevivência da empresa.

Li há alguns dias, um artigo do Dr. Marçal Justen Filho, na Revista Consultor Jurídico, opinando sobre administração pública, cujo conteúdo aplica-se perfeitamente também na esfera privada. Adquirir um serviço, produto ou solução com o menor preço, porém, sem alcançar a qualidade mínima requerida, consiste em desvantagem certa, independentemente do valor associado. Sob a mesma ótica, publiquei um texto, há algumas semanas, onde abordei os perigos da utilização de pseudoespecialistas e fiz alusão a uma figura, reproduzida a seguir:

Assim, implementar menos do que o necessário, mesmo por conta do menor preço, manterá a empresa vulnerável e promoverá descrença nos funcionários, decretando a morte gradativa de um Mecanismo de Integridade.

Do lado oposto, pode-se imaginar que investir sem restrição, criar um sistema complexo e copiar o melhor modelo do mercado seriam requisitos básicos para o sucesso. Surge, então, um outro perigo. Fazer mais que o necessário pode gerar obstáculos supérfluos para os processos, provocar burocracia dispensável, reduzir produtividade, corroer recursos. Por consequência, a insatisfação das pessoas logo virá, minando o apoio ao Compliance.

Os profissionais de Compliance e do Departamento de Compras devem manter-se atentos, a fim de adquirir valor agregado para sua empresa. Veja algumas dicas úteis no momento de aquisição:
  • Defina os objetivos antes da contratação e exija o seu alcance, no final da prestação do serviço ou entrega do produto.
  • A recomendação sensata implica na escolha da solução simples, porém profunda.
  • Fuja do complexo e do simplório.
  • Não aceite modelo pronto sem permitir a customização.
  • Verifique a experiência do prestador de serviço, não apenas nos aspectos teóricos, mas também na vivência prática e na aplicabilidade dos métodos sugeridos.
  • Assegure que o profissional a prestar serviço é qualificado e experiente.
  • Não aceite aprendizes, onde a sua empresa servirá de cobaia.
  • Questione e exija a efetividade de cada ação, processo, controle, produto ou solução apresentada.
  • Não se deixe levar pelo discurso com belas palavras, porém, com conteúdo vazio.
  • Confronte as soluções dos concorrentes nas mesmas condições. Ou seja, compare “banana com banana” e não “banana com bicicleta”.
  • Busque sensatez em relação ao preço apresentado, confrontando-o com o esforço requerido, a qualidade desejada, o escopo necessário e o que será recebido.
  • Verifique qual é o “entregável”. Ou seja, o que o serviço proposto irá definitivamente entregar à empresa compradora.
  • Conteste a base de clientes do prestador de serviços (as referências) e pergunte a eles a respeito da satisfação com o consultor e o trabalho recebido
Tais recomendações visam evitar situações comuns nos dias de hoje. Pagar por algo e descobrir mais tarde a sua inutilidade traz severas consequências para a organização, além do desperdício de dinheiro e tempo, como por exemplo: a empresa permanece exposta a riscos; o descrédito pode selar de vez a chance de sobrevivência do Mecanismo de Integridade; o sucesso não alcançado propiciará aversão ao tema.

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