Pseudoespecialistas de Compliance causam danos irreparáveis.


Inúmeras conferências, simpósios e palestras, com profissionais do ramo, advogados, consultores e Compliance Officers de renomadas empresas, no Brasil e exterior, abordam regularmente ética, integridade e Compliance no ambiente corporativo.

Esses palestrantes debatem boas práticas, compartilham conhecimento, apresentam exemplos práticos, defendem argumentos teóricos, descrevem experiências adquiridas. Num tema tão explorado, tornou-se propício o surgimento de “especialistas”, com pouquíssima vivência, capazes de repetir com perfeição os fundamentos utilizados nos eventos anteriores e, desta forma, cada vez mais o senso comum dissemina-se, sem a devida e profunda análise.

Negligenciar esse fato, representará a possibilidade de aceitar os danos causados por esses profissionais, seja no curto ou longo prazo. Como exemplo, desperdício de recursos, tomada de decisões erradas por parte dos gestores, exposição a riscos, entre outros.

Tais “especialistas” aproveitam-se da prática usual no mercado, onde as empresas costumam delegar a aquisição de serviços, mesmo os especializados, para os departamentos de Compras, que não possuem o conhecimento necessário para fazer a melhor escolha.

Não raramente, encontramos concorrências vencidas com preços de 8 a 10 vezes menores que o factível, sem envolver nenhuma inovação. Portanto, provavelmente, o produto/serviço a ser entregue não atenderá às necessidades do cliente. Contratar apenas segundo critérios de preço nem sempre se configura na melhor opção. Por exemplo: a empresa precisa de um carro novo, paga por um usado e acaba recebendo uma sucata. Com isso, gasta-se menos que o necessário, todavia, o investimento mostra-se totalmente inútil.

 

 

Mas, os pseudoespecialistas causam um dano ainda maior, produzindo um efeito devastador para o Compliance: um serviço mal feito, desnecessário, burocrático ou aquém da expectativa gera descrédito, desconfiança e aversão ao tema, em vez de reconhecer-se a falha deste profissional. Provavelmente, os dirigentes da empresa terão a falsa percepção que o assunto não agrega valor e, desta maneira, suspenderão qualquer forma de apoio. Aos responsáveis pelo Compliance, caberá o ônus de continuar a jornada com um fardo, agora, ainda mais pesado, além de enfrentar um novo desafio: tornar esse cenário reversível, o que nem sempre se consegue. Nesse contexto, o resultado poderá levar à destruição da chance de sobrevivência de um Mecanismo de Integridade nessa organização.

Na hipótese, entretanto, de se perceber o equívoco e tentar corrigi-lo, a instituição terá de investir novamente, amargando a perda de tempo e recursos empregados.

Não obstante, esse prejuízo pode ser causado mesmo sem a contratação dos pseudoespecialistas, ou seja, basta aceitar o que eles dizem ou propagam sem a devida análise crítica. Implementar seus conceitos, sejam calcados na superficialidade, falta de experiência prática ou sem o foco na efetividade, pode refletir na estruturação deficiente do mecanismo de integridade e, por consequência, gerar sérios problemas de exposição a riscos.

Concluindo... seja na hora de comprar um serviço ou na absorção de conhecimento, não aceite informações sem a devida ponderação. Verifique a coerência dos conceitos, cheque e avalie a experiência da fonte, busque exemplos passados... a prudência, nesse momento, vale a pena!

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