Empresas não sobreviverão sem Compliance.


Texto por Wagner Giovanini, diretor da Compliance Total.

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Sou otimista por natureza e, portanto, avesso à aflição frente a desafios, mas, agora, estamos diante de um perigo iminente, que precisa ser enfrentado. Fechar os olhos, pode ser o começo do fim da empresa. Quem não tiver Compliance, não sobreviverá! Assim, iniciei uma palestra num evento destinado a empresários na capital paulista.

Para o leigo, essa afirmação pode soar como o anúncio de uma catástrofe, pois, a obrigatoriedade do Compliance combinada com a falsa percepção de necessidade de altos investimentos implicará numa grande dificuldade de se encontrar uma saída.

Dessa forma, ter ciência dos enormes riscos existentes e, ao mesmo, conhecer boas soluções no mercado, permite ao executivo caminhar na direção correta. E vale observar: os riscos são para todos, contudo, é a Alta Direção a responsável por mitigá-los. Por isso, nesse artigo, pretendo inspirar os profissionais de qualquer área, para discutirem essas questões com seus superiores.

Depois de quase 30 anos na Siemens, dos quais 8 anos como Diretor de Compliance, alcançando a América Latina, a alegria de ver efeitos tão positivos, decorrentes da satisfação dos funcionários, impulsionou-me a fundar a Compliance Total, para replicar essa experiência e, ao mesmo tempo, ajudar a construir um país melhor, com mais ética e justiça social.

Nos dias de hoje, um Mecanismo de Integridade não é mais opção e sim obrigação. Toda organização tem deveres com suas partes interessadas, fornecedores, empregados, acionistas, clientes e sociedade. A perenidade da empresa só será conseguida se esse mecanismo estiver presente. Sem ele, os empregos ficarão ameaçados, haverá redução e até a extinção dos negócios e todos perderão.

Se, de um lado, as empresas viveram até agora sem isso, de outro, o assunto ganhou projeção mundial e a tendência aponta para o seu fortalecimento, sem indícios de retrocesso.

A corrupção é um dos maiores males que assolam o planeta, promovendo a desigualdade social e afetando negativamente a vida dos cidadãos. O seu combate efetivo é recente, mas está tomando dimensões gigantescas no mundo todo. No ambiente corporativo, as leis anticorrupções chegaram com um peso enorme, impondo sanções que podem decretar a morte de uma empresa flagrada em delitos. O Mecanismo de Integridade surge, então, como um seguro. Será decisivo na prevenção e, se mesmo assim algo indesejável acontecer, ele permitirá à empresa se antecipar às autoridades, com a detecção e correção do desvio.

Ao contrário de outros casos, essa proteção não é dependente da ocorrência de uma adversidade, para o segurado se beneficiar. Exemplificando, é necessário bater o carro, tê-lo roubado ou ficar doente, para conseguir ressarcimento ou atendimento médico. Com um Sistema de Integridade, quando bem implementado, haverá redução significativa de custos, atenuação dos riscos trabalhistas, melhoria do ambiente de trabalho e clima organizacional e diversos outros benefícios.

Todavia, há empresários que alegam ser necessário esperar passar a crise econômica para pensar em investir. Em resposta, a Compliance Total sempre alerta seus clientes: “se você acha o Compliance caro, experimente não ter”. O risco é enorme e ficar sem ele pode ser fatal, portanto, manter-se passivo nem deveria ser cogitado.

Entretanto, cabe ao profissional de Compliance, Diretor Jurídico ou um simples entusiasta do tema convencer a Alta Direção com argumentos, além dos riscos envolvidos. Estatísticas apontam que as empresas perdem anualmente, em média, cerca de 5% do seu faturamento bruto com fraudes e roubos internos. Só o fato de começar a implementar um mecanismo dessa natureza, com novas políticas, sensibilização geral das pessoas, canal de denúncias e um processo de apuração efetivo das suspeitas, implica em reduzir essa perda em pelo menos à metade. Portanto, se o pensamento é puramente financeiro, aqui está uma justificativa para começar já.

Existem, ainda, outros diversos efeitos positivos constatados nas empresas que implementaram bem seus programas. Uma das principais manifestações nos canais de denúncia refere-se ao relacionamento dos profissionais e assuntos relativos a RH, por exemplo, o assédio moral. O Mecanismo de Integridade inibe fortemente essa prática e, com isso, há melhoria no ambiente de trabalho e redução de riscos trabalhistas. E mesmo se o funcionário demitido for à justiça, em busca de uma reparação indevida, a empresa poderá usar como argumento de defesa o seu canal aberto, colocado à disposição dos empregados.

Trabalhar numa empresa íntegra passou a ser desejo de funcionários e pretendentes a vagas. Dessa forma, fortalece-se a retenção de talentos e atração dos melhores profissionais do mercado, por conta da postura ética, demonstrada pelo seu sistema de Integridade. Há também os ganhos relativos às melhorias nos processos e até aumento na produtividade. Isso ocorre por meio da identificação de falhas, lacunas ou necessidades de ajustes nos processos, quando as denúncias são apuradas. As investigações internas sempre ajudam nesse sentido.

De qualquer forma, a decisão por estabelecer ou não esse sistema ficará nas mãos dos dirigentes da empresa. E se eles não se interessarem pela matéria, deixarão a sua organização e seus funcionários a mercê da sorte: se algo sair errado, a ausência do Mecanismo de Integridade poderá acarretar punições significativas à empresa e levar o Ministério Público a buscar os responsáveis, começando pelo alto escalão. Além do dano à reputação profissional e multas elevadas, a prisão é uma consequência cada vez mais presente no Brasil. Vale a pena correr esse risco? Como fica o sofrimento da família, a relação com os amigos? Por isso, é inconcebível pessoas inteligentes em altas posições na organização negligenciarem esse tema.

Ao conscientizar empresários, eles devem ser alertados também que esse processo não fica pronto da noite para o dia e demorar para iniciar configura-se numa péssima escolha. Por outro lado, sair fazendo sem pensar e sem planejar pode implicar em trabalhos desastrosos, tanto do ponto de vista da sua qualidade como no desperdício de recursos. Escolher um consultor experiente e com conhecimentos adequados propiciará à empresa a formatação de um Sistema de acordo com a sua natureza, porte e exposição a riscos. Esse consultor ajudará a instituição a ter uma relação custo benefício bastante favorável, ou seja, fazer mais do que necessário significará burocracia e gastos inúteis e, no outro extremo, fazer menos implicará em falta da proteção desejada e incerteza na obtenção dos benefícios possíveis.

Por fim, não vamos nos iludir! Esse processo demandará investimentos. Contudo, eles não precisam ser exagerados. Eles devem ser na medida certa e, apenas profissionais experientes poderão orientar adequadamente as empresas. Lembrem-se: “simplicidade é excelente, mas ela não é sinônimo de superficialidade, quer dizer, seja simples, porém não simplório! Ao mesmo tempo, complexidade não é sinônimo de efetividade. Seja profundo e não complexo”.

Por isso, cuidado com os pseudoespecialistas! Um Mecanismo de Integridade construído na superficialidade ou apenas para cumprir um ritual trará mais consequências negativas que positivas e, se confrontado pelas autoridades, a má intenção em assim criá-lo poderá ser um agravante.

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